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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Seja inteligente com o que pensa

Existe um funcionamento automático da mente humana, que ao assumir um determinado pensamento prioritário, é pensado vezes sem conta, Este factor pode mesmo alcançar uma intensidade tão elevada e presente, que adquire a força de se impregnar em todo o movimento a ser efectuado.

O traço que coloca no funcionamento do quotidiano, confirma-se como traumático e com o tempo destrutivo, por criar o aumento da presença da situação retratada pela associação de memória que está a ser "repescada" ao baú das memórias. Tudo passa a ser consistente com a imagem que revive, vezes sem conta, na sua mente e será este movimento continuo a fazer-lhe crer que não tem escapatória possível. O impacto é severo e intenso, por fortalecer a imagem negativa que tem na vivência desse instante (que já passou) da sua vida.

Outro factor, é o julgamento sumário que oferece a si mesmo, minguando o valor e fazendo com que a noção que tem de si mesma(o), passe a ser de baixo nível e desenquadrada com o que é de verdade. O fluxo motivacional, neste quadrante, passa a prevalecer sobre qualquer alternativa de solução, aumentando a sua presença de cada vez que pensa no que passou.

A questão que se coloca é como fechar o ciclo que se mantém em aberto e para que isso seja possível, deverá observar o que aconteceu (origem, desenvolvimento, resultado e consequência), para que recolha a informação e os dados necessários, para coordenar a sua abordagem e a sua intervenção. 

O objectivo é pacificar, acalmar e criar os pontos de transição que permitam a mente a vislumbrar a solução e (muito importante) aceitar ser capaz de a concluir (atingir, alcançar e manter). Sendo a mente um mecanismo que funciona através de hábitos e padrões, quanto mais tempo pensar e nada fizer, mais irá cristalizar a certeza de que não consegue alterar e retomar a autonomia da sua vida.

A insatisfação pode ser alterada através do desapego da imagem que associou e mantém activa na sua mente.

Acreditar, querer e crer que tem a competência e as capacidades de fazer frente a um ponto, que pela sua estrutura e impacto, é vivido como algo a evitar e tem consigo o cariz de desvalorização pessoal, deve ser visto como um processo de reabilitação, limpeza e de preparação para o resto da vida. A abordagem construtiva e a atitude positiva, são aliados que podem e devem ser utilizados, uma vez que será a sua mentalidade cristalizada num ponto em desequilibro (ou aberto) a estar no controlo dos acontecimentos.

É sensato recordar que quando estamos a reviver um momento traumático, que criou dor, insatisfação e desequilibro, estamos a aceitar a imagem pessoal de não conseguirmos assumir a responsabilidade e que todos vão apontar o dedo e julgar negativamente a nossa identidade/personalidade. Para precaver esta "certeza", deve assumir o respeito e o carinho por si mesma(o), abdicando de aceitar que é fraca(o) e incapaz.

Para muitos, o maior receio da responsabilidade em momentos negativos, é a reacção que irá sentir das pessoas que a/o rodeiam, fazendo com que (quase de imediato) a mente procure refúgio e protecção dentro de si mesma, na tentativa (frustrada) de fazer desaparecer a situação por si.

Relembro que tudo é um ciclo e que ao longo da vida, irão acabar e começar, criando a interligação perfeita entre o que acaba e o que é iniciado. Esta é a lógica da vida e ao respeitar este fluxo continuo, garanto-lhe, que irá sentir mais harmonia, paz, força e alegria pessoal.

O meu maior conselho, para quem revive situações negativas e que não conseguem ver o fim do ciclo, é de respirarem fundo, de oferecerem um abraço a si mesmos e, de uma vez por todos, alterarem a forma de como vivem o seu quotidiano. 

Em caso de dúvida coloque a si mesma(o) estas 4 simples questões e descubra, por e para si, o que pretende construir e manter próximo de si:
  1. De que forma se revê no passado?
  2. De que forma se visualiza no futuro?
  3. De que forma se projecta no presente?
  4. De que forma se identifica no "aqui e agora"?
Seja mais amiga(o) de si mesma(o), se vir bem, a vida que tem é só uma e ainda tem tanto para viver :) 
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Mentor Nuno Reis Esteves
Consultoria Motivacional. Aconselhamento Emocional. Apoio Psicológico.
Agende a sua consulta!
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terça-feira, 18 de junho de 2013

Somos todos exemplo de e para alguém

A habituação nasce através da visualização consecutiva e consequente assimilação de traços de personalidade, da atitude comportamental e da mentalidade com que aborda os diversos ambientes e pessoas no quotidiano.

Todo o processo de comunicação e de interligação diário, pela sua rapidez e características  formam na mente linhas de orientação, muralhas protectoras e pontes de aproximação, tudo coordenado pela tabela de prioridades, de orgulho e do que aceita ser o seu limite de tolerância. 
O conceito que tem de si, nos diferentes enquadramentos diários, pode ser visto como o resultado do que está a pensar ser capaz, ter direito e qual a sua competência. Tudo existe para provar a si mesmo que é capaz, sendo que é a sua mente é a origem da dúvida que implanta a certeza de que não conseguirá chegar ao local pré-estipulado para que sinta satisfação, prazer, sucesso e orgulho de si mesma(o).  
Neste ponto gostaria de chamar à atenção, o papel dos vários exemplos que seguiu e memorizou ao longo do seu crescimento, porque são eles a base de todo o seu funcionamento actual. Este alerta adquire especial importância em momentos de exigência elevada, de desconforto e de dor, momentos que podem originar o despontar de associações adquiridas através da assimilação de exemplos passados.
A verdade é que os bons exemplos são bem-vindos e são vistos como excelentes formas de viver a vida, porém e pelo facto de tudo coexistr em dualidade, traz consigo o "outro lado", originando semelhante assimilação de critério, conteúdo e forma de ser/estar.
Outro facto, fortissimo, é que a responsabilidade de assumir o papel de ser "o" exemplo para quem está próximo, faz com que a mente seja orientada a adoptar um determinado critério, registo e perfil estável, constante e controlado. À primeira vista, esta constatação é evidente, tanto pela lógica como a visão que cria, mas o que habitualmente acontece na mente humana é a ruptura do que está a sentir e a pensar.
Mantendo o foco no impacto do exemplo adquirido, o processo de crescimento e as diferentes fases de descoberta pessoal, podem ser observadas enquanto refexo do modo de como aconteceu a transformação emocional.
Apesar de todos nascermos da mesma forma, algo acontece que vai orientando a mente individual para a aceitação de um determinado significado de vida, para a habituação de um determinado registo pessoal e, muito importante, a cristalização de uma determinada imagem pessoal. O exemplo adquirido, muitas vezes observado ao longo de muitos anos, tem um impacto tão forte na "mente adulta" - sempre senti muita dificuldade de associar a idade adulta a este conceito - que inconscientemente activa comportamentos agressivos, negativos, desenquadrados e com o tempo, auto-destrutivos.
A realidade é que somos o exemplo de e para alguém. Neste prisma, a lógica e a racionalidade adquire um conceito novo e para muitos inesperado, porque diz uma coisa clara e simpes: 
Mais que procurar o exemplo no exterior, tem que adoptar a postura e intervir com a mentalidade, que será vista, recebida e partilhada como o exemplo a ser seguido. Pense nisto na próxima vez que pensar que nada faz sentido...
Mentor Nuno Reis Esteves